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Trabalhando como cast member na Disney

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Se para a maioria das meninas visitar a Disney já parece sonho, imagina trabalhar lá então?! Vocês sabiam que isso é possível? Para aquelas que não sabem, no período de novembro a janeiro cast members – trabalhadores – de todas as nacionalidades e que passaram por um rígido processo de seleção, passam esses três ou dois meses trabalhando nos mais variados rolls. Entre eles você pode escolher: ser merchandise – vendedor -, trabalhar numa atração, restaurante ou até mesmo como um personagem! Claro que eu, fanática pela Disney, estou planejando em ir brevemente.

Para contar um pouco mais sobre essa experiência e esclarecer algumas dúvidas, mandei um e-mail para a fofa da Dani, que já foi cast member três vezes, sendo uma das vezes na Disney da Califórnia, e tem um blog onde conta mais sobre seus dias na terra da magia.

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Oi gente! Meu nome é Daniela, moro em Brasília, tenho 23 anos, sou formada em Direito, advogada e atualmente concurseira e totalmente apaixonada pela Disney.

1) Trabalhar na Disney parece um sonho para muitas meninas, você pode contar como é possível realiza-lo? Se você viu tudo pela STB ou conta própria e quais os pré-requesitos:

Eu batalhei muito pra realizar esse sonho de ser Cast Member! Tentei participar do processo seletivo em 2009, quando estava começando a faculdade, passei na 1ª etapa (a STB que seleciona, a inscrição é pelo site deles), mas na 2ª, com o pessoal da Disney, fiquei em stand by (em espera). Foi um resultado esperado por mim, pois eu estava muito nervosa com o recrutador da Disney (apesar de ter estudado anos de inglês, não falei muito bem na hora) e ele perguntou se eu tinha experiência em loja, já que minha 1ª opção era Merchandise. Eu só tinha experiência com vendas informalmente e senti que ele não ficou satisfeito com a resposta. Não fui chamada nesse ano e comecei a me preparar pro ano seguinte me dedicando de todas as formas que pude: melhorando meu inglês (fiz um curso de conversação) e trabalhando alguns meses como vendedora em um shopping para conseguir experiência em loja! Depois foi só alegria, em 2010, com 20 anos, fui aprovada nas 2 etapas do processo seletivo e consegui trabalhar como Merchan. Em 2011 fui novamente trabalhar, mas como Attractions. Em 2012 fui Attractions na Disneyland/DCA (California). Alguns dos pré-requisitos pra participar do Cultural Exchange Program (que na minha época era International College Program) é ter 18 anos, estar na faculdade, ter inglês fluente (o suficiente para entender e falar bem na entrevista) e ser flexível. O processo seletivo é difícil, pois muitas pessoas querem trabalhar na Disney, mas o que eu sempre digo é: se não deu dessa vez, tente ano que vem e não desista. É uma experiência que vale muito a pena todo esforço!

2) Conte um pouco sobre seu dia-a-dia, qual era sua rotina, em qual parque trabalhava e o que fazia… (Sei que você foi três vezes rs, escolha a que mais gostou)

Como amei os 3 intercâmbios, vou falar um pouco de cada. Em 2010 trabalhei como Merchan no Hollywood Studios, nas lojas da Rock’n’ Rollercoaster, do Fantasmic e da Tower of Terror, minha área preferida do parque. Vendia os produtos dessas lojas que eu amava e me divertia muito trocando pins e conversando com os guests. Trabalhei também (só um dia) no Magic Kingdom, na grande e agitada Emporium. Em 2011 trabalhei no EPCOT como Attractions/operations na área do Innoventions e IllumiNations. Foi uma experiência totalmente diferente, gostei muito também de comandar a atração e de fazer Guest control, organizando os grupos que iam assistir o show. Em 2012 fui pra Disneyland pensando que ia trabalhar como Merchan, mas chegando lá acabei trabalhando como Attractions/operations no parque California Adventures. Lá eu tinha uma atração na Fliks fun fair, mas trabalhei a maior parte do tempo nas paradas e shows, como o lindo World of Color, o que eu preferia (achava bem mais divertido e podia conversar mais com os guests). Cada dia lá é diferente, não há rotina! Quando você não está trabalhando, há mil coisas legais pra fazer. Eu não parava, ia pros parques, passeava em Orlando, ia pras festas… É muito divertido!

3) Quanto tempo é necessário ficar por lá? Um mês? Dois meses e onde morava…

Fica de novembro a fevereiro, então quase 3 meses. O programa da California dura menos tempo, de novembro a janeiro. Moramos nos condomínios da Disney, com uma ótima estrutura, perto dos parques. Em Orlando há ônibus que leva e pega para o trabalho, super prático. Na Disneyland tem que pegar o ônibus da cidade, mas não é difícil e é de graça (a Disney paga nosso cartão de transporte).

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4) Essa pergunta é um pouco chata rs, mas acho que muitas tem curiosidade, é preciso desembolsar muito dinheiro para participar do programa?

Além dos gastos com passaporte – caso a pessoa não tenha ainda-, visto, taxas e seguro saúde, tem que levar o suficiente para se manter nas 2 primeiras semanas, pois só recebemos a partir da segunda. Eu levei cerca de $1.500 dólares, mas eles recomendam levar pelo menos $700. Então depende do quanto quer levar pra gastar no início e se quer viajar depois que o programa acaba (o chamado “Grace period”), pois temos 1 mês pra ficar nos EUA com o visto J1 como turista e é comum o pessoal viajar. Contando todos esses gastos essenciais, acredito que gasta, em média, de 7 a 8 mil reais.

5) A Disney é uma máquina de fazer sonhos, trabalhando lá essa magia se perde? Já que os cast members andam pelas passagens subterrâneas dos parques…

Trabalhando lá temos a oportunidade de ver como tudo acontece nos bastidores. Mas, para mim, isso não acabou com a magia. Tanto eu como meus amigos tirávamos fotos com os personagens quando não estávamos trabalhando, nos divertíamos nos parques do mesmo jeito que os guests que não trabalhavam lá.

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6) No tempo livre, o que fazia?

Muitas coisas! Ia pros parques, pros outlets e shoppings, passeava pela cidade, ia comer em algum restaurante legal, ia pras baladas… Quase não ficava em casa!

7) Vale a experiência? Aprendeu bastante coisa?

Vale demais a experiência! Os programas da Disney mudaram totalmente a minha vida pra melhor. Aprendi muito morando com pessoas que não conhecia e trabalhando em outro país, para a maior empresa de entretenimento do mundo. Hoje dou mais valor às pequenas coisas, sou mais detalhista e atenciosa. Fiz amigos que considero irmãos (alguns até vieram pra minha formatura da faculdade!). Eu me diverti todos os dias lá, vivi cada segundo intensamente, sem desperdiçar nenhuma oportunidade legal. Recomendo tanto o programa em Walt Disney World quanto na Disneyland. Amei trabalhar em ambos, sinto muita saudade de lá e não vejo a hora de poder voltar!

Visitem meu blog, se quiserem saber mais sobre o programa. Boa sorte aos que forem participar dessa experiência incrível e saibam que não serão os mesmos depois desse intercâmbio, pois “once a Cast Member, always a Cast Member”.

Um grande beijo and have a magical day! 🙂

Ficou com vontade de participar? No site da STB eles explicam melhor sobre esse programa de intercâmbio e divulgam as datas das próximas palestras.

Dani, muitíssimo obrigada mais uma vez. E vocês meninas, gostaram do post? Se tiverem alguma dúvida, deixem aqui nos comentários que a Dani vai responder.

Fotos: acervo da Dani 

 

Beijos <3

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Vai viajar para o exterior? Veja algumas dicas

Acho que poucas de vocês sabem, mas o blog tem um espaço especial para leitoras. Nesse espaço vocês podem colaborar enviando looks (acho que é o mais conhecido), dicas de lojas, textos, comprinhas… para participar basta me enviar um e-mail para fashionsandwich@gmail.com.

Esses dias recebi o e-mail da Andressa, que é formada em jornalismo e adora escrever (claro, dão rs). Ela escreveu um texto bem bacana que fala sobre: como viajar para o exterior e não gastar além da conta!

Como a Ana está contando sobre a viagem incrível dela para a Africa, resolvi colaborar com um post também, já que viajar é uma das melhores coisas que existem. Conhecer novos lugares, pessoas e culturas é, certamente, uma das melhores aventuras que podemos fazer na Terra e ainda com a oportunidade de aprender muitas coisas. Além disso, se a viagem for internacional, ainda tem aqule plus de poder aproveitar para fazer comprinhas. Além das coisas serem bastante diferente do que achamos aqui, o que vemos de importado na nossas lojas acabam saindo bem mais caros, devido aos impostos.

No entanto, se você é marinheira de primeira viagem, é importante ressaltar alguns cuidados com os gastos, pois não é incomum encontrar pessoas que viajaram para fora, se empolgaram nas compras e voltaram ao Brasil endividados. Para que isso não aconteça, sugiro algumas dicas pessoais de como gastar bem.

A primeira dica é: compre moeda estrangeira aos poucos pois as cotações podem ser bastante diferenciadas de um dia para o outro. Não vale a pena comprar tudo de uma vez, já que no dia seguinte ela pode estar mais barata. Fique atenta ao preço da moeda desejada na hora do câmbio.

Não use apenas dinheiro. A recomendação básica é que o turista leve 30% do dinheiro que pretende gastar em espécie e os demais 70% em um cartão pré-pago (eu Ana, também sempre uso e indico), daqueles que podemos carregar antes de viajar, aqui mesmo no Brasil. Caso decida levar um cartão de crédito, atente-se às altas taxas. MUITO altas! Eu usei bastante esse site, o BankFácil, para me informar e acho que eles explicam isso melhor que eu. Fica a dica.

Mesmo assim, o cartão de crédito pode ser um bom aliado, caso seja usado com cautela. Um bom exemplo é fazer uso dos pontos acumulados no cartão para comprar passagens aéreas.

Proteja sua carteira e seus documentos em terras estrangeiras. Não é só no Brasil que furtos e roubos ocorrem, casos desse tipo acontecem em qualquer lugar do mundo, fique atenta.

Não traga de volta moedas “exóticas”. Caso você viaje para algum país onde a moeda local não seja o dólar, euro, peso ou libra, troque o dinheiro que você tem por real antes de voltar, pois ele não terá valor algum por aqui.

Por fim, faça uma planejamento do quanto realmente pode gastar e não extrapole esse limite. Não esqueça também que cada viajante pode trazer, sem a cobrança de impostos, até 500 dólares em compras, devendo declarar o que foi comprado caso o valor ultrapasse esse limite. Nesse caso, o excesso será tributado em 50%!

Espero que minhas dicas tenham ajudo todas vocês! Mas lembre-se que viagem não é só compras e aproveite tudo o que puder!

Beijos e obrigada Andressa!

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Sugestão da leitora: looks confortáveis para viajar

Confesso que estou AMANDO essas sugestões que vocês estão dando, adoro atender ao pedido de vocês, é sempre uma honra! O pedido de hoje foi de uma leitora (eu esqueci o nome, sorry!), que pediu para eu ajudar ela a montar looks para viajar de avião.

Primeiramente quando penso em que roupa vou viajar, a primeira coisa que vem na minha cabeça é conforto. Viagens menores, principalmente nacionais até tudo bem, pode abusar um pouquinho e colocar uma roupa mais arrumada. Mas já as internacionais, esqueça aquele sapato de salto e aquela calça jeans apertada, opte pelo comfort chic.

Não sei vocês, mas eu sempre viajo com uma malinha de mão (essas de rodinha mesmo) nela eu gosto de colocar um scarf porque no avião é frio e meia, essas coisas, acho super útil. Outra dica é viajar de trench coat porque além de ser leve, ele não esquenta muito e é ótimo e prático!

Bom é isso, se você tiver alguma sugestão manda aqui fashionsandwich@gmail.com

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